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Imperfeição

Existem coisas importantes que fazemos. Mas só percebemos a importância a posteriori.



Escrito por Maxx às 23h39
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mito brasileiro

Muitos se perguntam porque o Brasil parece sempre ficar devendo em relação ao seu potencial, somos o eterno país do futuro. Não temos um passado de grandes guerras, o clima no geral é ameno, não temos terremotos destrutivos, vulcões em atividade ou furacões frequentes. O país tem razoável unidade sociocultural e estabilidade política. A resposta fácil é culpar o povo.

 

 



Escrito por Maxx às 10h51
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2014

 

Quanto ao Brasil, fica difícil ser otimista em relação ao próximo ano e aos demais. O governo não tem conseguido criar um ambiente de crescimento consistente, vem gastando além da conta, foi intervencionista e mudou regras no meio do caminho (vide elétricas), não fez nenhuma reforma política ou fiscal relevante e assim vamos indo, com PIBinho e a inflação querendo sair do controle. Os números oficiais só não são piores pois temos contabilidade criativa.

2014 é ano de eleição. Quem acredita que vai mudar alguma coisa ? Conjectura : será feito todo esforço possível para segurar a inflação através da manutenção dos juros em patamar elevado, o que vai piorar o endividamento e possivelmente levar ao rebaixamento pelas agências de risco (aquelas que não valem nada mas fornecem pretexto para cobrar juros mais altos). Depois das eleições vão perdurar as sequelas, qualquer que seja o resultado.   

Já vivemos época semelhante em alguns aspectos nos anos 80. Lembro do governo lançando famigerados "pacotes econômicos" - um fracasso atrás do outro, nossa década perdida.

Décio Bazin cita uma teoria de ciclos de 15 anos na bolsa. O tom no livro é de brincadeira, mas acho que teremos mais uma década até o próximo ciclo de alta.  

Nos próximos anos, vou trabalhar e poupar como sempre fiz, mas estou pessimista.

 



Escrito por Maxx às 21h06
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teto da dívida

Teto da dívida americana = maior não-evento dos últimos tempos.

Tanto faz aumentar ou não o teto. A dívida já é grande o suficiente para causar problemas. E parece que não estão dando importância para a performance pífia do PIB americano, este sim um dado relevante e que tem tudo para piorar. Cerca de 70% do PIB depende do consumo das famílias e elas estão pressionadas pelo alto desemprego e mercado imobiliario em crise.

Um outro lado a considerar: o que o NN Taleb"Black Swan" chama de não-linearidade. Um pequeno input adicional causa um resultado desproporcional ("gota d'água"). A economia americana já se encontra no limite de outra crise / recessão e o que basta pode ser simplesmente esse não-evento do teto da dívida. A conferir. 



Escrito por Maxx às 22h53
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calote americano = bullshit

O teto da dívida americana vai ser elevado. Ou vão bolar um pacote de medidas para disfarçá-la até o próximo check-point. Não vai haver calote porque isso não interessa a ninguém. Mas isso – o teto da dívida - é um problema menor e além disso ele já foi elevado outra vezes. A questão é que a dívida em si já é grande demais e o modelo de crescimento econômico baseado no endividamento está chegando a um fim. Não hoje, não amanhã. Pode demorar ainda vários anos, desapontando aqueles que esperam o armageddom para breve. Acho até que não haverá uma implosão dramática do Império Americano, mas sim vários anos de baixo crescimento, ao estilo japonês.
Bom, são só conjecturas.
Outra coisa : é estranho ver o DJI e o SP500 ainda positivos este ano? Acho que não. O volume de dinheiro injetado, direta ou indiretamente, na economia pelo Mr. Bernanke foi astronômico e muitas empresas que ainda tem bons resultados são globalizadas (favorecidas pelo USD desvalorizado e mão de obra barata alhures – vide Foxxconn).
Outra conjectura : se for para o IBOV cair, nem começou. Mas ele está mais perto de um fundo (onde quer que ele seja) do que o DJI...



Escrito por Maxx às 22h58
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ha ha ha

Morreremos = óbvio. Mas você venderia sua alma para alcançar a excelência em alguma coisa?

Interpretações em aberto 



Escrito por Maxx às 22h28
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trecho

    Random também é conhecido em terras anglófonas pelo nome de “ oh shit”. A vida está cheia de exemplos de enredos decididos por imprevistos e o grande JGR já dizia que às vezes se atravessa um rio mirando num certo ponto da margem oposta e acabamos num lugar muito diverso do esperado. Mas temos que sobreviver em meio à incerteza, e a Estatística é uma história bonitinha que serve para acalmar a angústia em relação ao caos que é a vida, com suas causas e efeitos confusos. Não confio nela. Temos  apenas uma e não infinitas vidas das quais tiraremos uma média que nos servirá como guia – e mesmo essa média não seria um guia infalível, pontual e prospectivamente. A média nunca vai mostrar a faceta do próximo lance de dados.



Escrito por Maxx às 23h16
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Post hoc ergo propter hoc

Um indivíduo apresenta quadro de febre baixa, coriza e cefaléia por alguns dias.

 

No universo designado como”A”, tal indivíduo toma aspirinas e uma dose maciça de vitamina C. Alguns dias depois os sintomas desaparecem e o indivíduo atribui sua cura aos comprimidos.

 

No universo “B”, o indivíduo toma um chá depurativo de ervas compradas na praça da Sé e enrola no pescoço um pano embebido em álcool. Alguns dias depois os sintomas desaparecem e ele atribui sua cura aos procedimentos realizados.

 

No universo “C”, o indivíduo não faz nada de específico e, depois de alguns dias, os sintomas desaparecem.

 

  O exemplo parece tosco, mas costumamos cometer o mesmo erro em diversas situações. Atribuímos uma relação de causa e efeito entre fatos não relacionados simplesmente por terem acontecido em seqüência : “A”  precedeu “B”, então “A” causou “B”.



Escrito por Maxx às 23h02
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a ser explorado

Post hoc ergo propter hoc (depois disso, logo causado por isso)



Escrito por Maxx às 23h59
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uma explicação

Haruki Murakami, Vinícius de Moraes e F. Nietzsche,  ao que parece, intuíram o seguinte: grandes criações artísticas (um grande romance, um samba, uma “estrela bailarina”) requerem grandes sacadas sobre a vida ou uma sensibilidade especial em relação a ela. E isso requer, muitas vezes,  lidar com aspectos incontornavelmente trágicos em relação à existência. Como lemos em Eclesiastes : “Porque na grande sabedoria há grande pesar; e aquele que cresce em saber, cresce em dor.”     

Certamente existem artistas bem resolvidos e que levaram vidas longas e produtivas, mas acho que isso não invalida a percepção exposta.

A lista de escritores que citei no post abaixo inclui suicidas, alcoólatras e gente que morreu bem cedo depois de uma vida miserável. Mas que certamente pariu suas estrelas dançarinas.  



Escrito por Maxx às 23h39
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Escritores e a matéria tóxica

Haruki Murakami :

“(...) quando usamos a escrita para criar uma história,(...) um tipo de toxina que jaz nas profundezas de toda humanidade sobe à superfície. Todo escritor precisa (...)descobrir um jeito de lidar com ela(...).A atividade artística compreende elementos insalubres e anti-sociais”

Trecho do livro “Do que eu falo quando eu falo de corrida”. Nele, o autor (Haruki Murakami) conta sua experiência como atleta (corrida e triatlo), suas reflexões a respeito e como isso influenciou seu trabalho como escritor.


Escritores que parecem não terem lidado bem com a “matéria tóxica” (minha lista, de memória) :

Ernest Hemingway
Virginia Woolf
John Cheever
Fernando Pessoa
Dylan Thomas
F. Scott Fitzgerald
-------------------------------------------

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não"
V.M.
----------------------------------------------------
"É preciso um grande caos interior para parir uma estrela dançarina" F.N.


Escrito por Maxx às 21h53
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Mercado 2011

Ano novo, vida nova. Mas um lembrete para mim mesmo : quase todo ano tem liquidação no mercado de ações.



Escrito por Maxx às 13h03
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free lunch.

    O PIB americano depende em boa parte do consumo das famílias e esse consumo foi sustentado por muito tempo por um endividamento generalizado lastreado no mercado imobiliário. O que o povo lá dizia, e pelo jeito acreditava, é que o preço dos imóveis nunca mais cairia. Consuma agora, pague depois. Mas eis que chegou o dia de pagar a conta e cadê o dinheiro?

    A coisa ficou preta para muitos bancões, mas sendo grandes demais para falir (argumento cheio de segundos interesses), eles se garantiram com dinheiro do governo.

E para reaquecer a economia, o governo baixou os juros e lançou pacotes de estímulos variados. Happy end ? Parece que não foi o bastante e a crise continua por aí.

     Pela lógica, não há almoço grátis. Mas o governo americano acredita piamente que existe uma outra saída indolor para a crise: é só imprimir papel verde o suficiente. Estão tentando evitar um ambiente deflacionário e aparentemente querem que o resto do mundo rache a conta de alguma forma, via guerra cambial e exportações.   

     Um jornalista comentou que o governo será bem sucedido no combate à deflação simplesmente porque é dono da máquina de imprimir verdinhas. Se for verdade, o risco que vejo é de descontrole inflacionário em algum ponto futuro. Outro risco: quem disse que o resto do mundo vai aceitar calado a atitude americana “a moeda é nossa, o problema é de vocês”?

     Os EUA ainda tem uma posição privilegiada no cenário internacional mas o almoço que tentam filar de graça não vai rolar. Qual vai ser o preço e quem vai pagar?



Escrito por Maxx às 18h12
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mistério

Não é por que tenho habilidade ou mesmo que veja significado no que faço eu deva automaticamente gostar de minhas atividades.

Acho que o que me compraz, de verdade, é ter a sensação, mesmo que ilusória, de controle sobre minha vida.

Será que o subjuntivo foi bem empregado neste post?

 



Escrito por Maxx às 19h51
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Crítica - livro

Livro “The great depression ahead” Harry S. Dent

 

   Pelo que andei lendo, em publicações anteriores o autor acertou algumas previsões em relação ao mercado e, obviamente, falhou miseravelmente em outras tantas. O livro em questão faz algumas projeções bastante catastróficas para um futuro próximo em relação à economia americana, no caso de 2010 a  2012 – e adiante. Deflação, deterioração ainda maior do mercado imobiliário, DJI caindo até 3300-4600 pontos. A argumentação sustentando essas previsões mistura algumas boas idéias e uma porção de bobagens. Basicamente, o autor usa um sistema de superposição de “ciclos” para explicar os movimentos do mercado. Gosto quando ele mostra por exemplo que o pico de consumo pessoal dos “baby-boomers” já passou e usa este dado e outros fatores demográficos para suas projeções. A parte em que ele prevê piora nos conflitos geopolíticos baseado apenas em “ciclos” é pura bobagem.

    Minha visão pessoal : o PIB americano depende em boa parte do consumo das famílias e esse consumo foi sustentado por muito tempo por um endividamento generalizado lastreado no mercado imobiliário. Tendo em vista a crise acometendo justamente o mercado imobiliário, que ajudou os EUA a saírem da maioria das crises anteriores, acho pouco provável que a economia de lá se recupere de forma vigorosa no curto prazo. Acho mesmo que o DJI acima dos 10K indica um otimismo insustentável. Não fosse o bastante, a Europa ex-Alemanha vai mal e o Japão devagar e sempre, sobrando apenas a China como propulsora, incubando suas próprias bolhas.

    O autor pode até acertar, mas acho mais provável não uma catástrofe mas que os EUA fiquem mais parecidos com o Japão – baixo crescimento por um bom tempo e alguma deflação.



Escrito por Maxx às 15h31
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